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quarta-feira, 18 de maio de 2011

SAL REFINADO E SAL MARINHO

Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal. Biologistas afirmam frequentemente a importância do cloreto de sódio para a manutenção do metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico, ou de defesa.
Mesmo tentando diminuir a utilização do sal, é quase impossível evita-lo. O sal é um ingrediente presente na maior parte das receitas, inclusive nas doces, porque muitas vezes falta sabor nos alimentos e ele é utilizado para aguça-lo. O sal aumenta o sabor e equilibra o amargo e a acidez. Ele também tem muitas outras funções nas receitas, como regular a fermentação do fermento em pães e conservar carnes. Ele é conhecido como o “aditivo alimentar mais antigo do mundo”, segundo informações do instituto do sal.
Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra que é usado pelo homem. Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a consequente perda de minerais importantes, seja pelo "stress" moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais (ver, por exemplo, o problema da perda de Zinco nas neuroses e psicoses) seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela má alimentação.
Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro é que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.
O sal marinho contém cerca de oitenta e quatro elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes.
Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de "controle".
No entanto é geralmente usado numa quantidade elevada, superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireoide diferentes do bócio, como nódulos (com maior frequência nas pessoas hoje em dia) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc.
O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. Existem problemas também não observados quanto à adição de iodo artificial. Os aditivos iodados oxidam rapidamente quando expostos à luz. Assim, a dextrose é adicionada como estabilizante, porém, combinada com o iodeto de potássio, produz no sal de mesa uma inconveniente cor roxa, o que exige então a adição de alvejantes como o carbonato de sódio, grande provocador de cálculos renais e biliares, conforme vários estudos científicos. Este produto existe em quantidades descontroladas no sal refinado, pois é impossível a sua distribuição uniforme. Produz cálculos em animais de laboratório, quando usado diariamente em quantidades um pouco inferiores as encontradas habitualmente no sal de cozinha.
Também no processo de lavagem são eliminados componentes como o plâncton (nutriente), o krill (pequeno camarão invisível) e esqueletos de animais marinhos invisíveis. De certa forma, em pequenas quantidades, estes fatores fornecem importantes oligoelementos como zinco, cobre, molibdênio etc., além de cálcio natural. O krill é o alimento único e básico das baleias.
Na industrialização do sal, frequentemente é feita, então, uma lavagem a quente para melhor "clarear" o produto, perdendo-se aí a maior parte dos seus macro e micro elementos essenciais. A maior parte deles úteis na ativação e figuração de enzimas e coenzimas. A utilização do vácuo durante o processo auxilia também a perda de elementos.
Depois de empobrecido, o sal industrial é "enriquecido" com aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais "soltinhos"), recebe oxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são usados, como: ferrocianato e prussiato amarelo de sódio, fosfato tricálcico de alumínio, silicato aluminado de sódio e agentes antiumectantes diversos, entre eles o óxido de cálcio e o carbonato de cálcio. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos por lei...
Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon magnésio, presente no sal marinho sob a forma de cloreto, bromato, sulfato etc., de origem natural.
Sabe-se que a escassez de magnésio no sal refinado favorece também a formação de cálculos e arteriosclerose, além de arteriosclerose em diversas regiões do organismo quando o cálcio de origem não natural está presente, como é caso do sal industrializado.
Sabemos que o magnésio enquanto abundante no adulto é escasso em pessoas idosas, que está relacionado à sensibilidade precoce e impotência. O organismo adulto precisa de cerca de 1g de magnésio por dia. A desmineralização pela lixiviação do solo produz uma diminuição da quantidade de magnésio em vegetais e sementes. O magnésio também está diminuído nos cereais decorticados e farinhas brancas e sempre em quantidades suficientes nos produtos integrais. O sal refinado comum de mesa processado à vácuo ou fervido, possui quantidade de 0,07 % de magnésio. O magnésio promove a atividade das vitaminas e estimula numerosas funções metabólicas e enzimas como a fosfatase alcalina. Participa de modo importante no metabolismo glicídico e na manutenção de equilíbrio fosfato/cálcio.
O sal marinho não é a única fonte de magnésio. Ele está presente normalmente nas folhas verdes (como núcleo da molécula de clorofila) e em muitos alimentos do reino vegetal. Com a alimentação a base de produtos refinados, como sal, açúcar, cereais etc., as pessoas estão expostas a muitos problemas, sem que as autoridades sanitárias atentem para a situação.
Não é necessário usar uma grande quantidade de sal marinho na dieta, como pode parecer. Bastam pequenas quantidades. Sabe-se também que o teor de sódio deste sal é menor que no refinado, que possui elevadas concentrações de sódio sob a forma de cloreto. Isto pode ser verificado provando-se os dois. O sal refinado produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao passo que uma pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar. Devido ao seu elevado teor de sódio, o sal refinado favorece a pressão alta e a retenção de líquidos, o que não ocorre com o marinho.
O hipertenso pode até usar sal marinho no alimento, dependendo da sua condição clínica, pois os teores de sódio são menores.
Sabemos que quando o profissional de saúde atende um individuo que sofre de pressão alta ele diminui ou suspende o sal, pois a sua capacidade hipertensiva já é conhecida, mas nada se faz para prevenir mais casos de pressão alta informando a população sobre os efeitos do sal.
Resumo dos Efeitos do Sal Refinado e Doenças Correlatas:
Hipertensão arterial
Edemas
Eclampsia e pré-eclampsia
Arteriosclerose cerebral
Aterosclerose
Cálculos renais
Cálculos vesicais
Cálculos biliares
Hipoplasia da tireóide
Nódulos da tireóide
Disfunções das paratireóides
Resumo dos Aditivos Químicos do Sal Refinado:
Iodeto de potássio
Óxido de cálcio
Carbonato de cálcio
Ferrocianeto de sódio
Prussiato amarelo de sódio
Fosfato tricálcico de alumínio
Silicato aluminado de sódio
Dextrose
Talco mineral

Observação Importante:
O sal bruto, retirado das salinas não deve ser usado e sim o sal marinho moído fino (é o mesmo sal grosso próprio para churrascos). O sal bruto que provém dos compartimentos mecanicamente escavados das salinas possui até 20% de agentes poluentes quando oriundo de baías poluídas pelas indústrias. No Brasil temos a sorte de não termos um sal bruto assim, pois a maior parte dele provém de Cabo Frio (RJ) e Mossoró (RN).
Nos Estados Unidos o problema é mais grave, pois o sal contém de 7 a 20 % de agentes poluentes industriais e sujeira. Lá é necessário que ele seja bem lavado e refinado. O uso do sal bruto, mesmo que não muito poluído, está relacionado com o surgimento de calcificações e enrijecimento das juntas, pois estes problemas surgem quando há ingestão prolongada de água pura do mar.
Aconselha-se o uso em pequenas quantidades do sal marinho, evitando-se retirá-lo diretamente das salinas.
Ele deve passar antes pela primeira fase de lavagem leve, que não retira do sal os elementos presos entre os cristais, como ocorre quando o sal é totalmente dissolvido nos tanques de hidratação e ionização.
O sal de rocha só deve ser usado em última circunstância, pois não contém todos os elementos presentes no sal marinho. Origina-se da sedimentação de lagos ou águas paradas e é retirado de minas, também conhecido como "sal gema". Grande parte dos microorganismos e minerais são perdidos com o tempo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

QUAL A DIFERENÇA DO NUTRICIONISTA E NUTRÓLOGO

O Nutricionista é um profissional da saúde com formação generalista, humanista e crítica. Está capacitado para atuar visando à segurança alimentar e à atenção dietética, em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e nutrição se apresentam fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e para a prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais.

As áreas de atuação de um nutricionista são:

- Unidades de alimentação e nutrição – objetivos e características, planejamento físico, recursos humanos, abastecimento e armazenamento, custos, lactário, banco de leite e cozinha dietética.
- Administração dos serviços de nutrição e dietética.
- Nutrição normal: definição, leis da alimentação / requerimentos e recomendações de nutrientes – alimentação enteral e parenteral.
Planejamento, avaliação e cálculo de dietas e/ou cardápio para adulto, idoso, gestante, nutriz, lactente, pré-escolar e escolar, adolescente e coletividade sadia em geral.
- Desnutrição: epidemiologia de desnutrição, aspectos sociais e econômicos. Programa de combate às carências nutricionais e Programa Bolsa Alimentação.

- Diagnósticos antropométricos: padrões de referência/indicadores: vantagens, desvantagens e interpretação/avaliação nutricional do adulto: índice de massa corporal (classificação de GARROW).

- Dietoterapia nas enfermidades do sistema cardiovascular; nos distúrbios metabólicos: obesidade, diabetes mellitus e dislipidemias; nas carências nutricionais: desnutrição energético-protéica, anemias nutricionais e carência de vitaminas; doenças renais.

- De acordo com a Lei número 8.234, o nutricionista pode prescrever suplementos nutricionais desde que seja para completar a dieta habitual do paciente.

- Alimentos: conceito; características e qualidade dos alimentos; perigos químicos, físicos e biológicos.

- Microbiologia dos alimentos: fatores que influenciam a multiplicação dos microrganismos; microrganismos patogênicos de importância em alimento.

- Conservação e armazenamento de alimentos: uso do calor, do frio, do sal/açúcar, aditivos, irradiação e fermentação.

- Normas de biossegurança.

- Noções básicas de Vigilância Epidemiológica.

- Legislação sanitária: Lei n° 6.437/77; Decreto-Lei n° 986/69; Resolução 12/01.

- Interação entre medicamentos e nutrientes.

- Ética e legislação profissional.

            Já a Nutrologia é a especialidade médica clínica que se dedica ao diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças do comportamento alimentar. Os médicos nutrólogos não devem ser confundidos com nutricionistas.
No Brasil, segundo a Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1991 (DOU 18 de setembro de 1991), é privativo do nutricionista a prescrição dietética, cabendo ao nutricionista a prescrição dietética e educação nutricional (em pacientes doentes ou não) e ao nutrólogo a prescrição de nutrição parenteral (na veia) em pacientes hospitalizados.
Nutrólogos procuram dar orientações sobre a alimentação mais equilibrada para correção do peso e manutenção da saúde, recuperação de estados deficitários, acompanhamento de pessoas com necessidades especiais (atletas, idosos, crianças etc.) estudando a ação biológica dos nutrientes dos alimentos. A parte da prescrição dietética, por lei, cabe ao nutricionista, profissional habilitado e com formação exclusivamente voltada para tal ato.
O nutricionista não prescreve medicamentos, ele ensinará ao paciente alimentar-se corretamente e de forma individualizada, não existe milagre, existe educação, disciplina, conhecimento e pelo menos força de vontade por parte do paciente acompanhado.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Batata Yacon


A palavra Yacon deriva da língua indígena Quéchua, que significa Yakku “insípido” e Unu “água”, porém cada país pode apresentar suas próprias derivações. Aqui no Brasil é conhecida como batata Yacon ou batata “diet”. O yacon, espécie da família Asteraceae, é originário dos vales andinos da Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e noroeste da Argentina, em altitudes de 2.000 a 3.100 metros. Nessa região, é cultivado desde a antiga civilização Inca, e utilizado na alimentação humana. É também conhecido como “aricoma” ou “jicama”, no Peru e Equador e como “yacon strawberry”, nos Estados Unidos. Foi introduzido na Europa há mais de 50 anos como espécie potencial para a produção de álcool etílico, porém logo foi esquecido e somente redescoberto na década de 80. No Brasil, a espécie foi introduzida por volta de 1989, na região de Capão Bonito (SP), por imigrantes japoneses, que utilizam suas folhas e raízes tuberosas nos tratamentos contra diabetes e altas taxas de colesterol no sangue, despertando o interesse do mundo científico, em decorrência de seu potencial como alimento funcional. A raiz apresenta elevado teor de água, possui reduzido valor energético e, diferentemente da maioria das espécies tuberosas que estocam energia em forma de amido. O yacon tem como principal carboidrato de reserva os frutooligossacarídeos (FOS), os quais têm sido motivo de destaque por exercerem atividade bifidogênica. Estudos comprovam que os FOS aumentam a saciedade e reduzem o índice glicêmico. Além dos carboidratos como os oligofrutanos, possui minerais como o potássio, fósforo, ferro, zinco, cálcio e cobre.
Yacon é um tubérculo que apresenta características particulares: tem um agradável sabor doce e, devido ao seu alto conteúdo aquoso, deixa a sensação refrescante depois de ser consumida, razão pela qual é considerada como uma fruta.
A forma de consumo da batata yacon é crua, como fruta, ao contrário de outros tipos de tubérculos como batata doce e batata inglesa, que são geralmente apresentadas cozidas, assadas ou fritas.

Bibliografia:

VILHENA, S.M.C.; CÂMARA, F.L.A.; KAKIHARA, S.T. O cultivo de yacon no Brasil. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 18, n. 1, p. 5-8, março 2000.

Candido LMB, Campos AM. Alimentos funcionais: uma revisão. Ciênc. Tecnol. Aliment. 2005; 29(2):193-203

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782008000300050&lng=en&nrm=iso

domingo, 3 de abril de 2011

Biomassa de Banana Verde

A banana é uma fruta tropical consumida em vários países, sendo uma das principais fontes de amido na dieta. Tendo sua caloria concentrada na polpa, nas formas de sacarose, glicose, frutose e amido, que será convertido pelo corpo em energia.
Comparada com outras frutas a banana tem quatro vezes mais proteínas, duas vezes mais carboidratos, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro. Contém vitaminas C, D e E, bem como quantidades razoáveis de vitaminas B1 e B2, além de potássio.
Por conter alto teor de amido resistente em sua polpa a banana verde cozida é considerada um alimento funcional. O amido resistente é uma forma de amido resultante da degradação do amido não digerido e não absorvido pelo intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem de fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino, além de manter a integridade da mucosa, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas. Assemelhando-se a fibras insolúveis, o amido ajuda a regular o trabalho intestinal, aumentando o bolo fecal, reduzindo o esvaziamento gástrico e consequentemente previne constipação intestinal e doenças associadas.
Sendo um alimento de baixo índice glicêmico, ou seja, sua digestão e absorção são mais lentas, e assim a quantidade de glicose liberada no sangue ocorre gradativamente, mantendo os níveis de glicose no sangue controlados, e reduzindo a necessidade de liberação de insulina para que esta glicose entre na célula, contribuindo então para a prevenção do desenvolvimento de diabetes, além do acúmulo de gordura corporal, devido ao aumento da saciedade promovido pelo amido resistente. Os estudos indicam que o consumo de amido resistente também atua na redução do colesterol, pela redução de sua produção pelo fígado, e pelo aumento da sua eliminação pelos ácidos biliares. Desta forma, a banana verde pode também ter uma importante função na prevenção do desenvolvimento de doenças do coração.

Alguns subprodutos podem ser preparados com a banana verde cozida como a biomassa e a farinha de banana verde, que podem ser utilizados em preparações substituindo a farinha de trigo. Além disso, a biomassa da banana verde pode ser adicionada em sucos  e vitaminas. O preparo da biomassa de banana verde é simples e pode ser feito em casa. 

Bibliografias:


1 - Yes, nós temos Banana: história e receitas com biomassa de banana verde – Valle, Heloisa de Freitas, Camargos, Márcia – Ed. SENAC, SP, 2004.
2 -  http://www.vponline.com.br/blog - Acesso em 27/04/11

Como fazer a Biomassa de Banana Verde


1- Lave as bananas verdes com casca, uma a uma, utilizando      esponja com água e sabão e enxágüe bem;
2- Em uma panela de pressão com água fervente (para criar choque térmico), cozinhe as bananas verdes com casca, cobertas com água por 20 minutos;
3- Desligue o fogo após os primeiros 8 minutos, e deixe que a pressão continue cozinhando as bananas;
4- Espere o vapor escapar naturalmente. Não force o processo abrindo a panela debaixo da torneira, por exemplo;
5- Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela;
6-Vá aos poucos tirando a casca da polpa, que deve ser passada imediatamente no processador. É importante que a polpa esteja bem quente, para não esfarinhar;
7- Coloque a quantidade desejada da polpa cozida quentíssima no processador;
8- Processe até obter uma pasta bem espessa;
9 - Se não for utilizar imediatamente, guarde a polpa em saco plástico. Essa polpa pode ser guardada por 3 a 4 meses no congelador, mas necessitará de um reprocessamento.

sábado, 26 de março de 2011

Você sabe o que é Bisfenol A?

Bisfenol A ou BPA é um difenol, policarbonato mais comum, utilizado na fabricação de plásticos e resinas. Essa substância é proibida em países como: Canadá, Dinamarca e Costa Rica, e em alguns Estados norte-americanos, mas no Brasil ele é utilizado em garrafas plásticas, mamadeiras e copos para bebês e produtos de plásticos variados.
No entanto, estudos demonstram que o bisfenol-A tem potencial cancerígeno, além de provocar efeitos adversos no desenvolvimento físico, neurológico e comportamental de crianças, devido ao fato de o componente químico exercer atividade similar de um hormônio.
Presente no revestimento de latas, em embalagens e utensílios plásticos, o Bisfenol A ganha o corpo pela boca e, no organismo, atua nos receptores do hormônio feminino estrogênio, simulando sua função.
No Brasil não existem leis que obriguem as indústrias colocarem no lacre que o produto tem essa substância. A Vigilância Sanitária (ANVISA) permite a liberação limite de 0,6 miligramas por quilo de material plástico. Mostrar para o consumidor que o produto não tem Bisfenol A, virou uma grande jogada de marketing, pois saber que seu filho utiliza uma mamadeira ou chupeta que não tem Bisfenol A é muito bom.
Em experimentos com animais, revelou-se que doses altas de bisfenol-A podem causar alterações na próstata e no trato reprodutivo masculino. Foram detectados também, problemas no desenvolvimento cerebral de roedores expostos a concentrações elevadas da substância. O relatório preliminar do National Toxicology Program (NTP) tem por base uma experiência com 500 ratos que foram alimentados ou infectados com doses baixas de bisfenol A. A química provocou alterações de comportamento, puberdade precoce, problemas no aparelho urinário e tumores (câncer da próstata e da mama). Um dos estudos recentes baseou-se na recolha de amostras de mamadeiras e chegou a conclusões idênticas às do NTP.
O trabalho “Mamadeiras Tóxicas”, publicado em 2007 pelo Environment California Research and Policy Center, chegou a conclusões semelhantes aos de outros estudos, ou seja, revelou que mesmo em pequenas quantidades, o bisfenol-A pode provocar doenças como o cancer da mama, a obesidade, o aumento da próstata, os diabetes, a hiperatividade, as alterações do sistema imunológico, a infertilidade e a puberdade precoce. O que há de novo no trabalho do programa nacional de toxicologia norte-americano é que este envolve cientistas das principais autoridades públicas norte-americanas em matéria do medicamento e da alimentação: a Food and Drug Administration (FDA), o Center for Diseases Control and Prevention e institutos de saúde públicos. Por estes motivos expostos, é necessário criar mecanismos de proteção ao consumidor, especialmente às crianças que são as maiores vítimas deste produto químico.
Segundo estudos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo (SBEM-SP), o Bisfenol age como um hormônio sintético e sua ingestão pode provocar câncer, diabete, obesidade, infertilidade e outras doenças. São os bebês os mais vulneráveis aos efeitos do produto. Para conscientizar as mães e a população sobre as ameaças desse tipo de plástico, a SBEM também planeja uma campanha para o assunto.


Como diminuir os riscos
- Substituir copos, pratos e outros utensílios de plástico. Prefira armazenar alimentos e bebidas em recipientes de vidro, porcelana ou inox.
- Confie apenas nos produtos certificados pelo Inmetro.
- Preste atenção no símbolo de reciclagem. Essa informação costuma ser estampada no fundo da embalagem. Associada a ele, há sempre uma numeração. Procure evitar as que sejam classificadas como 3 ou 7, que podem apresentar maior concentração de bisfenol-A.
- Ao comprar produtos enlatados, confira se estão íntegros, sem amassados, que facilitam a liberação da substância.
- Não esquente alimentos no microondas em embalagens plásticas, exceto se forem fabricadas especificamente para esse tipo de forno.
- Não coloque líquido quente em canecas ou recipientes de plásticos.

domingo, 20 de março de 2011

Salmão um alimento funcional

Peixes de água salgada como enchova, sardinha, salmão, arenque e atum são ricos em ômega-3, que um ácido graxo essencial que o corpo humano não é capaz de produzir. O omegâ-3 reduz os níveis de colesterol e triglicerídeos, diminuindo assim o risco de doenças cardiovasculares. Também têm ação anti-inflamatória.
Lembrando que o salmão que produz esse tipo de ácido graxo, vem de água geladas e profundas e se alimentam de algas, diferente dos que consumimos que são de cativeiro e se alimentam de ração. A sardinha além de ser popular e bem mais barata que o salmão e um dos peixes que fornece EPA (eicosapentaenóico) e o DHA (docosahexaenóico). A sardinha se alimenta de algas ricas em ácido alfalinolênico, transformando em EPA e DHA, que pode ser absorvida por qualquer um em qualquer situação.

Peixes ricos em Ômega 3:
Cavala
Sardinha
Atum
Arenque
Salmão
Bacalhau

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que você deve saber num rótulo para uma boa escolha alimentar

Todos os dias são lançados no mercado novos produtos alimentares.
Existe um conjunto de elementos e informações elementares para a compreensão dos rótulos de produtos alimentares pré-embalados que contribuem para a prevenção e promoção da nossa saúde, facilitadores da escolha adequada dos alimentos.

Elementos obrigatórios do rótulo:

Nome do conteúdo – Lista completa dos ingredientes que contêm o produto -
Lote – Prazo de validade – Quantidade líquida do produto base contida na embalagem – Nome e morada da empresa que coloca no mercado o produto.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O que é Nutrição?



     A Nutrição é a ciência que estuda a composição dos alimentos e as necessidades nutricionais de cada indivíduo, além dos processos pelos quais o organismo ingere, absorve, transporta, utiliza e excreta os nutrientes.
    As necessidades nutricionais podem ser definidas como as quantidades de nutrientes e de energia disponíveis nos alimentos que um indivíduo sadio deve ingerir para satisfazer suas necessidades fisiológicas normais e prevenir sintomas de deficiência.
    A escolha do nutriente correto através da dieta ou da suplementação nutricional tem papel fundamental no tratamento e controle das manifestações de patologias crônicas. Uma alimentação balanceada tem como objetivo principal promover o bom funcionamento do corpo.
    Com a ingestão de uma dieta equilibrada tanto em quantidade como em qualidade, o organismo adquire energia e nutrientes necessários para o desempenho de suas funções, manutenção e um bom estado de saúde. A nutrição adequada é crucial para o desenvolvimento físico e mental de cada indivíduo.
    A intervenção nutricional tem como objetivo a prevenção de doenças, a proteção e a promoção de uma vida mais saudável, conduzindo o bem estar geral do indivíduo.
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